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Ainda não é desta! |
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Só para explicar o que aconteceu ao Mundo Louco neste mais de um ano de ausência:
a) Saturação de fazer BD (ainda bem que não
fiz disto profissão) :P Mas um dia, eu volto. Se o Bin Laden não voltar a atacar hoje :P |
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Blogs complicados |
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Quem procura o que não deve encontra o que não quer, palavras que cortam como facas e dilaceram as entranhas. Seguindo a minha (ocasional) política de transformar o mau em bom, a dor formou uma letra para uma música, a primeira completa em muitos anos. E bem preciso, porque a minha paixão musical está novamente activa e prepara-se o regresso ao meu mais adorado hobbie. Tudo isto com mágoa mas sem rancores, que eu pensava ultrapassados bem antes dos meus. PS: O MundoLouco está de férias por tempo indefinido. É o tal surto de vontades que de momento não me invade. |
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Eternidade... |
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Crimson Glory - In Dark Places (Transcendence) |
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Regresso Escarlate |
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Começaram as actividades em Sarasoto, Florida,
em 1982, e lançaram o primeiro álbum, auto-intitulado em 1986. Em 1989
(algumas fontes citam 1988, creio que varia de país para país) seria
lançado o álbum de consagração e um dos melhores álbuns de heavy metal
de sempre, "Transcendence". Ligeira mudança de estilo em 1991 com "Strange
& Beautiful", após o qual a banda se dissolve. Retornam em 1999, com novo
baterista e vocalista, e lançam "Astronomica", mas por muito bom que Wade
Black seja nas vozes os fãs clamam pela lenda viva que é Midnight... E
finalmente, com todo o line-up original, (e um segundo baterista de
bónus?) a banda volta à estrada, com o primeiro concerto a decorrer no
passado dia 12 na Grécia. Consta que, após 15 anos da separação, continuam
em forma. Para breve segue-se as edições remasterizadas dos primeiros
álbuns (incluindo "Astronomica" com vocalizações de Midnight, e um novo
álbum, "Metatron, Lucifer And The Divine Chaos" está na forja. Senhoras e
senhores, falamos dos CRIMSON GLORY, uma das mais lendárias bandas de
heavy metal de sempre... E eu estou que nem posso! :D
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Acabou o mundial |
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Algumas observações sobre o mundial 2006: 1 - O jogo da final deveria ter sido, por todas as razões e mais algumas, o Portugal - Alemanha. 2 - Fomos roubados no jogo com a França, que acabou por ganhar "somente" por um penalty resultante duma arbitragem de fraca imparcialidade, mas infelizmente, perdemos mesmo porque não estávamos no nosso melhor. 3 - Antes a Itália que a França, mas nenhuma merecia o título. 4 - Passei mais de meio mundial a discordar com a minha namorada e dizer que o Pauleta é um bom jogador, quando, azar dos azares, ele de facto não fez nada de jeito. Começo a não entender o Scolari e o facto de alguns jogadores que estiveram apagados terem jogado quase em permanência (Costinha, Pauleta, Deco) enquanto quem estava nitidamente em melhor forma ficava no banco (Simão Sabrosa, Nuno Gomes). 5 - A minha maior desilusão foi de facto o Deco, em quem depositava tanta esperança, mas que na maior parte dos jogos esteve abaixo do seu nível. E o Deco é normalmente uma peça chave na equipa, o que justifica algumas coisas... Cansaço pós-matrimonial? 6 - Acho impressionante que o Zidane tenha sido eleito pela FIFA o melhor jogador do mundial após a vergonha no jogo com a Itália. Sem dúvida ele é bom a jogar de cabeça, pena que não seja na bola. 7 - Os ingleses são péssimos perdedores e a sua atitude para com o Cristiano Ronaldo (que amadureceu neste mundial como nunca) só consegue rebaixar ainda mais o seu nível, ameaças, votações planeadas no site da FIFA e manchetes de jornais tudo à mistura. Cambada de Hooligans! 8 - Os alemães jogaram melhor e mereceram ganhar (ou por outras palavras, nós merecemos perder). No entanto, o golo do Nuno Gomes foi a jogada mais bonita de todo o jogo. 9 - Desde o principio que acreditei que a nossa selecção podia trazer a taça para casa. E podiam mesmo, se por alguma razão que não percebi não tivessem jogado abaixo das suas capacidades nos dois últimos jogos. Portanto, não estou feliz por termos ficado em quarto, porque acredito que tínhamos equipa para acabar em primeiro. O que não quer dizer que não esteja orgulhoso de toda a equipa. Toda a gente tem momentos que correm menos bem... pena terem sido naquela semana. 10 - E nunca é demais dizer... FORÇA PORTUGAL!!! SOMOS OS MAIORES!
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Alguém quer croissants? |
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Raio dos bifes estavam rijos, mas uma vez mais
foram comidos. Diga lá o que disser o seleccionador com nome de telemóvel,
Portugal mereceu ganhar, e dentro dos 90 minutos. Mais posse de bola,
menos faltas, mais remates... e um excelente domínio do jogo, apesar de
este ter sido o jogo mais duro e sofrido até agora. Ambas as defesas
estiveram irrepreensíveis, mas na hora do desempate, foi uma vez mais o
fenómeno Ricardo que salvou a situação. Desta nem precisou de tirar as
luvas nem de marcar golos, deixando o derradeiro remate da vitória para o
puto Ronaldo (que também merece e sempre lhe deve dar jeito marcar uns
pontos para pontuar com a Merche...) Apesar de ter uma voz que parece pertencer a um cartoon, o Ricardo provou uma vez mais que é o maior, defendendo 3 penalties e quase defendendo o quarto, para contrariar os muitos infelizes que o acham mau guarda-redes ou até o chamam de "frangueiro" (muitas vezes lagartagem, diga-se de passagem). Agora parece-me bem um croissant para a sobremesa, afinal de contas, sejam salsichas ou pizzas, acredito que no fim de semana ainda vamos ter ceia... ;) Força Selecção Nacional! Vocês já são, desde o início, vencedores! Agora uma vitória mundial, era ouro sobre azul, neste país em que ninguém acredita em si próprio... O MundoLouco está convosco!!! |
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Bonusgraffitti |
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Esta semana decidi presentear-vos com uma tira
de bónus, por razões que até a razão desconhece, e que eu conheço, mas não
me desbronco. Por falar em broncos, presenteio-vos também com este belo graffitti que vejo quase diariamente numa rua de Telheiras. Para além do magnânime texto, reparem ainda no brilhante detalhe da foice e do martelo que se mesclam na letra "C" de "fascistas". Ainda não consegui entender a razão das letras finais em cor diferente, mas acredito que se deva tão somente à minha incapacidade para apreciar na plenitude a complexidade desta obra. Senhoras e senhores, temos génio!
PS: As quatro ovais vermelhas à direita do texto são pequenas pinturas feitas com um molde da cabeça do Homem-Aranha. Apesar do facto de este célebre personagem vestir uma indumentária parcialmente vermelha, facilmente associável ao comunismo, e com a máscara não aparentar ter cabelo, não tenho a certeza se fará parte da elite aqui mencionada. Falta-me sem dúvida sensibilidade para a arte. |
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Laranjas para a entrada, venham daí os bifes!! |
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PORTUGAL!!!!! Depois de uma entrada imaculada na fase de grupos, com um único golo sofrido e 3 vitórias, entrámos nos oitavos com um jogo que teve tanto de nervosismo como de feio. Desde o árbitro que tinha um fetiche sexual qualquer com cartões amarelos, à transformação do jogo em ringue de combate na segunda parte, à falta de fair-play por parte da equipa holandesa em alguns momentos, a nossa segunda laranjada desde 2004 foi bem mais feia que a primeira. O puto Ronaldo atacado à má fila, o Deco expulso sem motivo, o Figo à cabeçada... Salvou a coisa o magnífico trabalho de equipa que originou o golo (e também o golo em si) de Maniche. E apesar de os Holandeses terem tido mais posse de bola e mais remates, Portugal jogou melhor e mereceu ganhar, mesmo tendo jogado à defesa, coisa que não é habitual na selecção Tuga. Parabéns ao Miguel que esteve irrepreensível na defesa e no contra-ataque. E parabéns a toda a equipa, que apesar de não ter protagonizado um dos jogos mais bonitos do mundial, protagonizou aqui um dos mais emocionantes, e deva-se acrescentar, face a algumas atitudes por parte dos jogadores Holandeses, e especialmente tendo em conta a arbitragem, apesar de repreensível é também compreensível que alguns dos nosso se tenham "passado dos carretos". Como disse o Scolari, "O Luís Figo não é Jesus Cristo". Aos Holandeses, os parabéns para os adeptos, que tal como em 2004 mostraram o desportivismo fora do estádio e após a derrota (o que sempre atenua a falta de desportivismo dentro do estádio e antes da derrota). Boa sorte para os quartos, Portugal está convosco! No Euro '04, o jogo com Inglaterra foi sem dúvidas o mais emocionante, e se preciso for, Ricardo, descalça outra vez as luvas para defender e enfia uma bolada na baliza desses "bifes"! |
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Gaffes |
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Detectei que a tira 85 tinha uma gaffe
no texto, basicamente uma palavra cortada com um hifen não continuava na
tira seguinte. Curiosamente esta tira foi desenhada há mais de um ano, e
apesar de ter olhado para ela várias vezes só depois de a colocar on-line
reparei na falha. A mesma já foi substituída, e agora eu vou iniciar o meu
processo de auto-flagelação e exílio. Outra gaffe é o facto de hoje ser suposto eu fazer 30 anos. Nasci em 20 de Junho de 1976, ora, 2006-1976=30, certo? Errado! Não me sinto nada trintão, e portanto decidi que quero que o alfabeto passe a fazer parte da minha contagem de aniversários. No jantar de logo, vou soprar as velas "29A", no próximo ano será "29B" e por aí em diante, o que irá permitir que eu fique na casa dos 20 por mais 26 anos (K, W e Y incluídos). Finalmente, a única coisa que não foi gaffe foi a nossa vitória sobre o Irão. Que grande jogo. Merecíamos ter ganho por uma diferença maior, especialmente da maneira que jogámos e dominámos na primeira parte. E que grande golaço do Deco! Se a equipa continuar assim, vou ter mesmo esperança que possamos ganhar o mundial! |
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Vamos desancar nações! |
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PORTUGAL!!!!! Foi um arranque fraquinho, mas lá nos safámos com um mísero 1-0 contra Angola. Francamente esperava um resultado melhor, mas também esperava um jogo bastante mais emotivo. O Figo esteve bem como quase sempre, mas de facto é inegável a falta que Deco faz no plantel (há lá português mais brasileiro?). E depois temos o "fuço" Cristiano Ronaldo, que por alguma razão que me ultrapassa é admirado como um dos melhores jogadores da selecção. Talvez a jogar à "rabia", porque em trabalho de equipa é uma miséria e isso obviamente reflecte-se nos resultados. Tem potencial, mas é um puto exibicionista e isso dá cabo dele. Com a expectativa de que entretanto a máquina tuga fique mais afinada (e Deco possa voltar a jogar), e que as coisas corram melhor no fim de semana contra o Irão... Como disse há uns tempos o Mourinho, é quase impensável que não consigamos chegar aos oitavos... mas há que jogar melhor que ontem! |
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Abóboras aos saltos! |
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Fiz-me à estrada, e trezentos quilómetros
depois estava no Porto, pronto para assistir ao concerto dos Helloween. Eu
sei, com o dinheiro que gastei podia ter ido umas 3 vezes ao Rock In
Rio, mas eu prefiro a qualidade à quantidade. O RiR 2006 até tinha
alguns artistas interessantes (Shakira, Sting, Red Hot, Anastacia...), mas
bolas, Helloween são Helloween, e preferi ir ver (já pela quarta vez) os
meus amigos germânicos. A banda de abertura eram uns fulanos tugas a tocar um hard rock oitentista e manhoso, daquele tipo que já nos anos 80 era foleiro, chamados The Fire. Já tinha ouvido falar deles, mas acho que preferia a ignorância. Excepto pelos solos do guitarrista, e eventualmente, a cover de "Back In Black" (e eu nem gosto de AC-DC) no fim, a banda foi, sendo simpático, entediante. Nexxxxt! E "next" vieram os também portugueses Tarântula, em celebração de 25 anos a tentar clonar os Iron Maiden. Não sei se lhe chame persistência ou teimosia. Acho que já vi Tarântula uma vez, mas nem tão pouco tenho bem a certeza, para terem uma ideia do quão memorável é um concerto da banda. Só sei que umas das músicas, pelo refrão eu diria que chamada "freedom is calling", com um riff de guitarra que está para "Can I Play With Madness" dos Maiden como "Ice Ice Baby" do Vanila Ice está para "Under Pressure" dos Queen, eu já tinha ouvido antes, e eu não tenho nenhum disco da banda do Porto. São fracos e falta-lhes alma, falta-lhes "punch", falta-lhes a melodia de "hino" que eles tentam fazer. Mas há que reconhecer a insistência da banda que os levou a durar 25 anos. Eles nem são maus. Só que também não são bons, e não pude ocultar um certo contentamento quando finalmente se foram embora. E então, um coliseu do Porto pouco mais que meio cheio começou a entoar a pulmões cheios o célebre "Happy happy Helloween"... Os heróis da noite estavam quase a chegar. E chegaram, viram e venceram. Os 'Ween são uma banda com muita estrada e profissionalismo, excelentes em actuações ao vivo, e reforçados por uma já longa carreira de excelentes discos "minados" de hinos cantáveis têm toda a fórmula para um espectáculo perfeito. Ou quase. Após uma introdução (um pouco longa) com uma gravação de fundo de (mais uma vez) AC-DC, com "Those About to Rock (We Salute You)", a banda entra em palco com a novíssima "The King for a 1000 Years", também a primeira música do brilhante e polémico "Keeper of the Seven Keys - The Legacy". E desde o primeiro momento até ao final, o público acompanhou as letras, talvez com mais alguns adeptos durante os temas dos "Keepers" originais do que de discos mais recentes, mas que mesmo assim me surpreendeu por tanta gente saber de cor as letras da fase Andi Deris. Seguiu-se o clássico e já habitual "Eagle Fly Free", do segundo "Keeper" de 88, e o público delirou, e logo depois, "Hell was Made in Heaven", do disco "Rabbit don't come Easy" de 2003 (que devo dizer, seria dos últimos temas que eu escolheria deste disco para tocar ao vivo... o meu rico "Nothing to Say"...)
É então que o vocalista Andi Deris anuncia que iriam tocar pela primeira vez na Europa um tema, do primeiro "Keeper" de 87, que presumo já não tocassem ao vivo desde os tempos em que (o grande deus) Kai Hansen fazia parte da banda... e segundos depois começa o dedilhado de guitarra inicial do épico "Halloween" - Loucura total! Sem parar e sem sair do mesmo álbum, passam para a magnífica balada "A Tale that wasn't Right", provavelmente o momento mais alto, de entre muitos, da noite, com o público de braços no ar a gritar entusiasmado o inesquecível refrão "In my heart, in my soul, I really hate to pay this toll..."
Pausa para o típico solo de bateria, com o "novato" Dani Loeble a mostrar o que vale - dispensável, os solos de bateria por um lado já fartam e depois o novo baterista, mesmo sendo bom, não está à altura dos antecessores Uli Kusch e especialmente Ingo Schwichtenberg, para depois passarem para o álbum "The Dark Ride", de 2000, com "Mr. Torture" e "If I Could Fly". Um solo do já perfeitamente integrado Sascha Gerstner (já não era sem tempo que arranjavam um guitarrista mais digno de substituir Kai Hansen e correrem com Roland Grapow da banda) e seguem-se as obrigatórias "Power", do álbum "The Time of the Oath" de 96, e "Future World" do Keeper 2, e então a banda abandonou o palco, para voltar uns minutos de gritaria do público depois para o clássico "encore". Estavam reservados para o fim o tema "I Want Out", do segundo "Keeper" (nunca os tinha ouvido tocar este tema de Kai Hansen ao vivo), o single do mais recente "Keeper", "Mrs. God" e finalmente, a sempre presente "Dr. Stein", também do álbum "Keeper of the Seven Keys part II" de 1988. Pós: A banda vai melhorando com os anos, e os novos elementos, especialmente o guitarrista Sascha Gerstner, encaixam como uma luva. Andi Deris é um óptimo frontman, e bolas, após 12 anos a ser comparado com o antecessor Michael Kiske, já é altura de se dizer, um excelente vocalista. Com um registo singular, ao contrário de Kiske que foi clonado umas mil vezes desde 87, Deris consegue diversas tonalidades com a sua voz que nem Kiske era capaz, não tendo um alcance vocal tão poderoso mas sendo sem dúvida mais versátil. E devo acrescentar, sua capacidade de interpretar os temas da fase Kiske foi-se aprimorando com os anos. Markus Grosskopf, um dos meus baixistas favoritos, esteve enérgico e entusiasmado, esbanjava simpatia e alegria, e sacou inúmeras risadas do público com as suas caretas e palhaçadas. E mais surpreendente ainda, Michael Weikath, normalmente com um ar distante e arrogante, desta feita também riu, fez caretas e brincou em palco - o que por si só elevou este espectáculo dos Helloween acima dos restantes que já vi. Destaque feito (muito me ri) para quando Andi Deris puxava pelo público ao som de um riff lento do resto da banda - que se movia pelo palco na mesma lentidão como se estivessem em slow motion.
Contras: Os 'Ween deveriam deixar de viver tanto à sombra do sucesso dos Keepers originais e acreditar mais nos seus trabalhos mais recentes. Por muito que eu adore "Future World", "Eagle Fly Free" ou "Dr. Stein", desta vez podia ter passado sem eles se isso significasse ouvir mais temas da fase Andi Deris. Se por um lado ficou a ideia que quiseram fazer uma qualquer ode a (grande deus) Kai Hansen, tocando 3 temas compostos por ele (Halloween, Future World e I Want Out - pergunto-me se estão a tentar convencê-lo a voltar), ficou-me também a dúvida sobre qual dos 3 "Keepers" estavam a promover - ao contrário de outros espectáculos da tour, só tocaram 2 músicas de "The Legacy", deixando de fora "Occasion Avenue" e especialmente a minha favorita "The Invisible Man", contra 6 temas dos Keepers originais. Por muito importantes que os primeiros 2 Keepers sejam, está mais que na hora de seguir em frente - e bolas, na minha opinião, "Keeper of the Seven Keys - The Legacy" é o melhor álbum de heavy metal lançado nesta década. Espero que o legado dos Keepers não seja viverem eternamente à sombra de discos lançados em 87 e 88, quando a banda tem uma carreira repleta de álbuns brilhantes. |
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Genes mutantes - O poder da nostalgia |
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Fui ver o X-Men 3. Como não podia deixar de
ser. E aviso desde já que o texto a seguir está minado de spoilers,
isto é, se não viram o filme e pretendem ser surpreendidos, não leiam
isto. A expectativa era grande. Tão grande que fui ver o filme em dia de estreia, coisa que muito raramente faço. Mas afinal, a coisa prometia - o primeiro indício do aparecimento da Fénix na parte 2 causou-me arrepios de nostalgia quando o vi no cinema. E pouco depois de o filme começar, com o Professor X e Magneto a aliciarem uma ainda adolescente Jean Grey a filiar-se à sua escola para jovens sobredotados, salta uma cena que me arrepiou novamente pelos mesmos motivos: Um futuro pós-holocausto, os X-Men num campo de batalha, Colossus a arremessar Wolverine contra... um Sentinela! Nada mais nada menos que uma alusão à mítica história "Dias de um Futuro Esquecido", da mais brilhante dupla de autores dos X-Men na B.D., Chris Claremont (argumento) e John Byrne (arte), também os criadores da personagem e saga da Fénix Negra. Infelizmente, era somente uma sessão de treino na Sala de Perigo do grupo, o que transformou uma potencial parte 4 do filme numa simples referência ao auge da carreira dos X-Men.
E depois disso começa uma misturada de pormenores de diversas histórias, algo que tem sido característico das adaptações para cinema da famosa equipa de mutantes da Marvel, mas desta vez, talvez com ingredientes a mais, subestimando uns em prol de outros. O Vilão é novamente Magneto. Antes de ver o filme eu já achava que já era Magneto a mais, por muito que eu goste do personagem. E tinha razão. Adicionaram o Homem-Múltiplo (aliado a Magneto), bem como o Fanático, e Calysto e um grande bando de Morlocks (o nome Morlock não é referido no filme). Do lado dos heróis, surgem o Anjo e o Fera (este último infelizmente em substituição do mais carismático Nocturno, apesar de ser engraçado ver o "Dr. Frasier" de "Cheers - Aquele Bar" a fazer de homem-besta - e faz um bom papel também), completando assim o leque dos X-Men originais (para quem não sabe, Ciclope, Garota Marvel (Jean Grey/ Fénix), Anjo, Fera e Homem de Gelo, que se transforma efectivamente em gelo pela primeira vez neste filme).
Há muito para contar sobre o filme. Hank McCoy, o Fera, é um diplomata governamental, uma voz pelos mutantes, ao invés de um brilhante cientista (o que foi uma excelente alteração). O pai de Anjo, Warren Worthington II, consegue duplicar a capacidade de um jovem mutante de anular o "factor X" de outros mutantes, tornando-os assim "vulgares" homo sapiens, com o intuito de "curar" o filho. O soro "curativo" resultante é facultado ao governo que inicia um programa opcional de "cura" para os mutantes, que resulta em manifestações pró e contra a "cura", com o auge da revolta contra a mesma a ser obviamente liderada por Magneto. Apesar de muito na linha dos primeiros filmes (espalhar a mutação pela humanidade num, eliminar os humanos noutro), o potencial da história era bom, tanto pela complexidade de pormenores da mesma, como pela revelação dos novos personagens e respectivos poderes (os já repetentes Colossus e Kitty Pride/ Lince Negra têm mais destaque neste filme).
O problema são na verdade dois. Primeiro, as drásticas mortes de Ciclope e do Professor X. Enquanto que a segunda foi um momento de tensão narrativa que acabou por surtir um efeito dramático no filme, a morte de Scott Summers foi brutalmente banalizada, o que conferiu uma imagem surreal aos sentimentos dos membros da equipa para com o seu líder, para além de terem retirado de cena quase no início um dos personagens mais carismáticos do grupo - Muita gente subestima o Ciclope, mas a verdade é que já na B.D., o afastamento do personagem do grupo coincidiu com o início do declínio das histórias, e de forma análoga, as mortes de Scott e Charles fazem de um possível X-Men 4 automaticamente um filme muito menos interessante.
Mas o pior foi a Fénix Negra. Durante quase todo o filme, Jean Grey, uma semi-deusa na versão B.D., é retratada como uma ameba manipulada por Magneto. As alusões ao poder da Fénix estão bem feitas, não me interpretem mal, adaptando a escala cósmica da B.D. (consumiu uma estrela e com isso aniquilou um sistema solar completo, incluindo um planeta habitado por vida inteligente) para a escala mais "terrestre" dos filmes (dizimou uma série de humanos) - novamente uma adaptação necessária à adaptação em cinema e bem feita. Mas a Fénix enquanto peão de um tipo como Magneto é no mínimo uma desilusão, a Fénix a matar tão friamente Scott e Charles minimiza demasiado a capacidade de paixão e controle de Jean Grey, e por último, a Fénix enquanto personagem secundária até ao último momento, no qual finalmente "explode" até se deixar assassinar por Wolverine (mais um paradoxo para com a falta de controle para com Scott e Charles) - E devo concordar com uma amiga que viu o filme comigo - Porque não usaram um dardo da "cura" em Jean como Logan e o Fera já tinham feito antes com Magneto? (Momento este, brilhante, a propósito).
Para perceberem melhor a minha revolta para com a história da Fénix, acho que seria necessário lerem, para quem não leu, a saga original, desde a criação da Fénix, à manipulação pelo Mestre Mental do Clube do Inferno (que deveriam ter sido os vilões deste filme), à transformação em Fénix Negra, e a consequente batalha na lua com o Império Shiar (parte esta que obviamente carecia de ser adaptada a uma versão terrestre da coisa para poder funcionar devidamente em filme). Talvez eu esteja a ser purista - algumas obras de arte não devem ser violadas - mas visto que aceitei bem todas as necessárias adaptações anteriores, talvez de facto X-Men 3 seja tão somente uma adaptação mal conseguida. Não vou dizer que não gostei do filme, de um modo geral a história é interessante e enérgica, e os efeitos especiais são pura e simplesmente fabulosos. Mas dos três, acho que este é o mais fraco. PS: E já agora, onde é que está devidamente apresentado o "Efeito Fénix", a ave flamejante nos céus?
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Artistas e Monstros |
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Antes de mais nada vou falar da tira da
semana. Em época de estreia do filme do tão polémico e sobrevalorizado (do
ponto de vista religioso, porque do ponto de vista literário é um bom
livro dentro do género em que se apresenta) "O Código da Vinci", achei que
era própria a homenagem Mundo Louco a Leonardo da Vinci. Desculpa lá, ó
Leonardo, e espero que saberes que esta foi a tira que demorou mais tempo
a desenhar até hoje te faça dar menos umas reviravoltas na campa. Espero
que com isto não venha agora nenhum retrógrado interpretar que eu quero
dizer que Jazz é o verdadeiro Messias, ou que a Nembe é de facto a
verdadeira Maria Madalena (ou Pedro segundo os ortodoxos quadrados que não
perceberam o intuito de Leonardo e têm dificuldades em distinguir gajas de
gajos), ou que extra-terrestres, ou pior ainda, porteiros de discoteca,
faziam parte dos discípulos do filho de Deus. (E sendo Jazz minha criação,
Deus seria eu, já agora!) Segundo assunto desta entrada, por incrível que pareça, é o festival da Eurovisão. Já devem estar a calcular porquê. No dia das semi-finais estava eu em casa a desenhar a última ceia do Jazz enquanto passavam na televisão os últimos concorrentes. Quando fizeram o resumo antes da votação de todos os artistas, decidi dar uma espreitadela, com uma curiosidade mórbida de ver que nojeira tínhamos mandado para lá desta vez. E eis que surge o grupo finlandês, o que me deixou "duh! Não pode ser!" E ainda por cima, parecia-me familiar. Pensei que o grupo que lançou um álbum que conheci através da revista de heavy metal "Loud" não poderia estar no festival da canção, que mesmo sendo bizarra aquela presença em tão quadrado festival devia ser só uma estranha coincidência, e não liguei mais ao assunto. Até que vim a saber que afinal eram mesmo os Lordi, e que tinham ganho o festival!
Os russos já alegam uma conspiração
europeia (e eu que até achava que a Rússia ficava na Europa) contra eles,
valha-me Deus (que aproveito para relembrar que sou eu mesmo), e parece
que durante a final, Eládio Climaco, que devo adiantar deve uns valentes
anos à reforma (deve ser parte do plano de aumento da idade da reforma do
governo), se contorcia de dor pela galopante cruzada para a vitória de um
grupo tão pouco convencional. É uma pena que o individuo não tenha podido
anunciar a vitória de uma música suficientemente gay para poder ir
dança-la de flor no cabelo, mas pronto, a vida por vezes tem destas cenas
cruéis. Os Lordi são pop que chegue para poderem fazer parte do festival, anti-convencionais em conta para eu poder admirar o feito, e têm qualidade mais que suficiente para merecerem ganhar. Já gostava de Lordi antes, aliás, não tenho nada contra o pop, nem mesmo contra o "pop-metal" como a maioria dos obtusos deste outro mundo musical, desde que seja de qualidade. Qualidade que os Lordi, com as suas influências em Kiss, Twisted Sister e Alice Cooper, misturadas com uma sonoridade mais modernaça, doses equilibradas de irreverência e "mainstream", vocalizações que me fazem lembrar Ville Laihiala dos também finlandeses Sentenced (ao ponto de me perguntar se não andará o gajo metido com máscaras de borracha), e talento de composição de meter inveja a muitos best-sellers, sem dúvida possuem. E se acho que isto pode mudar a imagem do heavy metal no mundo? Ao contrário de Fernando "Fanan" Ribeiro dos Moonspell, do alto do seu pseudo-intelectualismo, em entrevista ao Correio da Manhã, eu acho que sim. A pouco e pouco essa imagem tem vindo a mudar, para melhor na minha opinião, talvez para pior para os (muitos) elitistas do género que acham que o metal nunca deveria ter saído do underground para que se pudessem sentir parte de uma qualquer espécie de sociedade anti-social. Como eu gosto da música pela arte que é, e nunca tentei fazer parte de uma qualquer sociedade secreta de gadelhudos revoltados, acho que é uma vitória para o rock pesado em geral o triunfo dos Lordi, e a ousadia de terem participado num festival que por tradição representa o extremo inverso do que eles são só me faz admirá-los ainda mais. PS: O GUESTBOOK JÁ FUNCIONA OUTRA VEZ! (e já não era sem tempo) |
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Bom Humor e Mau Humor |
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A nossa televisão está impregnada de programas
do mais ruim imaginável, e portanto evito alguns canais. Outros vejo
pouco. E acabo por parar frequentemente na SIC Comédia porque pelo menos
me posso rir com o Seinfeld, o Alô Alô e outras séries afins. Mas há
sempre uma serpente no paraíso. Ou mais. É impressionante como dois
programas do mesmo formato, oriundos da mesma estação americana, e que até
se citam mutuamente, possam ter tão inversa qualidade. Refiro-me a Jay
Leno e Conan O'Brien. Conan é engraçado sem precisar falar, a maneira como
se exprime gestualmente e como se auto-ridiculariza é hilariante. E as
deixas que usa são regra geral, tiradas de humor inteligente, com nível.
Leno é o oposto. Enquanto figura não tem graça nenhuma (excepto talvez
aquele ridículo tufo cinzento no cabelo branco). E para (tentar) ter
graça, este fulano que já deve muitos anos à reforma só consegue recorrer
ao baixo nível (que pode ter piada quando usado com conta e moderação,
quando em exagero transforma-se numa barraquice de humor fácil e pouco
inteligente) e à tríade da repetição: Já me enoja ouvi-lo falar
constantemente na suposta pedofilia de Michael Jackson, na burrice de
George W. Bush e na gordura de Kirstie Alley. Vendo algumas vezes este
gajo compreendo melhor a decadência do "nosso" Herman, visto que o dito
cujo é uma das principais influências do talk show do outrora seguidor da
escola Monty Pythons. E depois há um programa qualquer manhoso chamado "Prazer dos diabos". Raios de prazeres têm os diabos. Clone mal parido do antigo "Noite da má lingua" (quando a Julia Pinheiro conseguia ter um pingo de piada, nem que fosse graças ao apoio do Miguel Esteves Cardoso e do Rui Zink), é um programa de debates supostamente humorísticos sobre os mais diversos temas da actualidade, em que um conjunto de cro-magnons se tenta fazer passar por intelectualóides com graça. Falhanço total. O Fernando Alvim tinha coerência no antigo "perfeito anormal", já que o título lhe encaixa como uma luva, e a suposta arrogância pseudo intelectual de José de Pina é simplesmente intragável. Os restantes (Adelaide de Sousa, Inês Menezes e Pedro Boucherie (que rima com burrié) Mendes são pura e simplesmente nulos e não têm tão pouco características que os destaquem. Que programa tão simplesmente infeliz. Pois é. Não há canais perfeitos. |
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Hobbies Loucos |
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Acabei de iniciar naquele que deve ser o
hobbie mais estupidificante que já tive na vida: decidi montar um
puzzle. Duas mil peças recortadas com uma imagem com uns tigres num lago,
com algumas "couves" por trás. Devo terminar dentro de dois ou três dias.
Quero com isto dizer, que ao fim deste tempo já devo estar suficientemente
farto de ter os olhos em bico de olhar para pecinhas de cartão e
provavelmente vou enfiar as malfadadas dentro da caixa, que ficará a
ganhar pó na minha arrecadação para o resto da eternidade. PS: Uma amiga minha chamou-me a atenção para a data do post anterior deste blog. Eu não me enganei no mês. O que está ali escrito é tão somente aquilo que eu vou pensar no inicio de Junho. Além disso, vocês nunca viram o "Regresso ao Futuro"? :P |
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É só filmes... |
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Por alguma razão bizarra hoje apetece-me fazer
um balanço dos melhores filmes que vi neste ano de 2006. Talvez por ser
uma beca cinéfilo... Como não sou nenhum pseudo-eclético, as minhas
escolhas recaem maioritariamente em Hollywood. Não porque não veja filmes
europeus ou asiáticos, tanto na moda agora em quem quer dar ares de
erudito, mas porque simplesmente acredito que Hollywood, nas suas
vertentes mais e menos comerciais, "do it better". Sem rodeios, acho que
muito do que se faz pela Europa nos dias de hoje é reminiscente de
Hollywood dos anos 70. Nada de errado com isso, mas eu só acho que "Taxi
Driver" teve os seus dias - durante aqueles dias. Portanto os meus topos de gama até agora do corrente ano são: "A Noiva Cadáver", de Tim Burton. Quase tão bom como "O Estranho Mundo de Jack". Bonita estória (tenho que me habituar a escrever a palavra assim, mesmo que o corrector ortográfico do FrontPage me diga que está errado), menos em tom de musical que o "antecessor" - o que é pena - e magníficos personagens e animação. "V de Vingança" - Apesar de o autor da estória original, Alan Moore (que escreveu a minha BD favorita de todos os tempos, o magnífico "Watchmen" que aparentemente também vai ser transposto para o cinema) não ter querido o seu nome associado ao filme, e apesar de de facto a realização poder ter sido melhor (especialmente, no que toca a ritmo - algumas cenas deveriam ser mais rápidas, outras mais lentas), a história fala por si. Quase uma premonição dos tempos em que vivemos (a BD data de 1983!), vale bem a pena a ida ao cinema (ou como alguns diriam, os 5 euros e tal). "O Tigre e a Neve", de Roberto Benigni - Deslumbrante (filme italiano, hã? deve ser a minha veia pseudo-erudita a falar). Eu diria, melhor até que "A Vida é Bela". E eu adoro esse filme. Confesso, gosto de uma história de amor lamechas quando é bem feita. E se tiver uma boa pitada de humor, ganha-se a dobrar. "Kiss Kiss Bang Bang" - Entrei no cinema para ver este filme sem pingo de expectativa sobre o mesmo. Não sabia rigorosamente nada sobre ele. E há muito, muito tempo que não me ria assim com um filme. Brilhante mistura de comédia com intriga, embalada num ritmo frenético tipo filme de acção, com uma forma de narrativa simplesmente brilhante. Deve ser o filme mais original do ano, e tenho algumas dúvidas que venha a ser batido durante os próximos 8 meses. Ideias assim surgem no mundo do cinema, digamos, uma vez a cada 3 ou 4 anos. Expectativas conhecidas para o resto do ano (dedos cruzados e esperando que não desiludam): "O Código DaVinci" (espero que consiga
fazer jus ao livro - confesso algum medo do factor "Tom Hanks") |
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Onde andam os cravos? |
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Mais um 25 de Abril que se passa. Esteve um
dia solarengo, a chamar pela praia, pelas esplanadas ou pelos parques. Eu
segui o chamado, e passei a minha tarde numa esplanada simpática em Belém
e a passear pelos jardins (em boa companhia, que torna as coisas mais
interessantes). Mas não pude deixar de me lembrar, que apesar de eu também
estar a seguir o rebanho, existe um motivo para este feriado que vai
bastante além do facto de termos um dia de folga no trabalho e podermos ir
passear e relaxar. O facto é que, tal como acontece com os outros feriados, as pessoas pouco ou nada se lembram do dia que é suposto estarem a comemorar, no Natal junta-se a família e trocam-se prendas, mas quantos se lembram efectivamente de prestar homenagem ao seu salvador? Ou quantos vão para além das amêndoas na Páscoa e se lembram que é suposto estarem a comemorar a ressurreição do mesmo indivíduo? A mim pouco me aquecem ou arrefecem os feriados religiosos, de facto o Natal para mim é MESMO uma troca de prendas e um convívio com a família, mas eu não reconheço qualquer divindade no J.C. ou no pai dele. Agora o 25 de Abril toca-me em particular, porque apesar de eu não ter vivido o pré nem o durante a revolução, sei um pouco do como era antes e sei o que temos agora para apesar dos comentários de alguns sujeitos da direita conservadora achar que temos uma razão para comemorar. Ok, a liberdade não nos trouxe só coisas boas - a verdade é que acho que o ser humano não está preparado (e provavelmente nunca estará) para viver em liberdade absoluta, mas isso não quer dizer que não prefira os actuais riscos que a liberdade me proporciona. Eu posso opinar. Eu posso criticar. Eu posso-me queixar. Eu posso reivindicar. Eu posso dizer o que me vai na alma sem correr o risco de censura, desde que isso não afecte a liberdade de outrem (um conceito ténue e pouco perfeito mas que lentamente vai evoluindo). E isso, apesar de agora o termos como garantido e como tal pouco nos lembrarmos do seu devido valor, é uma necessidade humana que não está muito longe de ser essencial. Eu posso escolher os meus líderes, que apesar de serem de certo modo todos iguais, são também todos diferentes e pelo menos na teoria é algo que me soa correcto. Posso continuar a ser apenas uma célula na grande máquina da natureza, mas pelo menos não sou tanto uma engrenagem na grande máquina da sociedade humana. Consigo ser algo mais que um número, consigo ser um individuo, em teoria livre para viver em livre arbítrio graças ao conceito imperfeito mas mesmo assim ainda o menos falível de todos os sistemas sociais que é a democracia (se analisado da perspectiva humana - do ponto de vista da máquina social alimentada com pessoas, qualquer ditadura, seja ela fascista ou comunista pode na teoria funcionar melhor). Por isso fica aqui a minha homenagem ao dia da liberdade em Portugal e a todos os que lutaram por ela, que entre coisas boas e más, nos proporcionaram uma série de direitos, entre os quais o simples facto de eu vos poder aborrecer de morte com este malfadado blog e poder barafustar sobre o que bem me apetecer sem correr o risco de ter a Pide a bater-me à porta. |
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