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Sub7even |
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Os ex-membros da banda germânica de power metal Rage largaram o vocalista/ baixista Peavy Wagner para formar um novo projecto, totalmente diferente do que faziam anteriormente. Misturando hard rock com alternativo, grunge e até pop, os Sub7even que entretanto deixaram pelo caminho o guitarrista Sven Fischer e o teclista Christian Wolff, continuam o seu percurso com os manos Chris e Spiros Efthimiadis (bateria e guitarra, ambos ex-Rage), o vocalista Daniel Wirtz e o novo baixista Kai Lemke na tentativa de levar a sua música além fronteiras, uma vez que o mercado actual da banda está muito limitado à Alemanha. Curto à brava esta banda :) Boa sorte meus!! Mais informações em www.sub7fan.de
"Candles burning down inside I gave you my hand but you
took my heart I’m goin’ on! Now I know that I was wrong I try to forget the time
that we had Sub7even - Too Late |
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Psicologia |
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O ser humano intriga-me, fascina-me,
revolta-me, maravilha-me, e por vezes até me repugna. Mais ainda, em raras
ocasiões consegue surpreender-me. Ocasionalmente dou-me ao trabalho de
tentar entender o que vai na cabeça da raça humana nas suas tão diferentes
manifestações, para concluir que infelizmente de uma forma ou de outra,
quase todos conseguimos ser encaixados num padrão, numa tipologia, num
estereótipo. Se por um lado acredito que boa parte dos psicólogos ingerem
toneladas de dissertações e se esquecem de aprender a conhecer as pessoas
por experiência de vida, ao invés de, qual bom músico de jazz, aprender
toda a teoria para posteriormente a esquecer e poder passar a tocar "por
sentimento", acabando assim por se limitar a rotular as pessoas dentro de
um determinado padrão como se de "produtos" ou "objectos de estudo" se
tratassem, por outro não deixo de acabar por concordar que tal pragmatismo
não é assim tão infundado. Normalmente conheço pessoas a quem acaba por ser fácil colocar também um rótulo, seja ele mais ou menos abrangente, mais ou menos dinâmico. Em algumas ocasiões deparo-me com pessoas que não se integram em rótulos e que se torna complicado classificar (o meu melhor amigo é um ex-libris deste exemplo). Por vezes também, surgem pessoas que aparentam não se integrar em qualquer estereótipo, para posteriormente se revelarem apenas um inteligente desvio de um qualquer modelo tipo. E é enquanto não se decifra a originalidade (relativa) ou a mera habilidade de ludibriar a nossa percepção, que o jogo se mantém interessante, podendo posteriormente levar a surpreendentes revelações, ou a monótonos status quo. PS: A Teela tirou os pontos há uma semana, está a recuperar lenta mas positivamente da operação. Faltam ainda os resultados dos exames ao nódulo retirado... |
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Faith |
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"Don't you lose your faith
Rage - Faith (Reflections Of A Shadow) |
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Um funil na cabeça |
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A Teela está a recuperar devagarinho. Sexta-feira foi trocar o penso, e o corte estava totalmente seco, o que é bom sinal. Só aí vi a costura, e chiça, é imensa, vai da perna anterior à posterior, com mais uma ligeira incisão lateral que foi feita para remover o segundo nódulo. Anda murchinha, coitada, mas eu também andaria se me tivessem aberto ao meio e depois ainda por cima me tivessem enfiado um funil na cabeça. O pior é que se anda a recusar a comer (depressão felina?), o que por si só não é nada bom, pior ainda com o facto de ela estar a tomar antibióticos para evitar que a incisão infecte. Hoje fui à veterinária, que me deu uma comida especial, que chamou "de convalescença". E não é que funcionou? Ela não comeu a quantidade que costuma comer, mas pelo menos já comeu qualquer coisa. Acho que mimei demasiado esta gata...
Amanhã ponho mais uma tira online, para compensar o atraso recente. E a tira de hoje não foi nenhuma coisa de desenrascanso. Foi pensada assim mesmo já há algum tempo, isto não é de modo algum preguiça de desenhar ;) |
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Maré de sorte |
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Eu costumo ser um gajo cheio
de sorte, mas esta semana abusei. Primeiro o meu carro empanou por causa
de uma reparação mal feita, trocaram-me um rolamento há um mês atrás e
(altas inteligências) não meteram massa no rolamento novo. Surpresa das
surpresas, o rolamento gripou. Reboque, 1 dia sem carro, e ainda não tive
tempo, mas falta a parte de me ir chatear e fazer barulho com os
competentes que me fizeram a célebre reparação. |
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Ode à estupidez humana |
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...que por vezes ainda me surpreende. Há uma semana fui ver o concerto de Testament, para os menos informados, uma banda de trash metal. Não me devia surpreender que este tipo de música mais agressiva tenha a tendência de puxar pela estupidez natural da gente estúpida, até porque já tenho alguma rodagem em concertos da "pesada", mas o facto é que quando os parvalhões que pagam bilhete para andarem aos encontrões uns aos outros (vulgo "slam") e aos que não se querem meter nessas salganhadas mas sim curtir o som, acabam por vir contra mim, se não fico surpreendido fico pelo menos indignado de certeza. E foi bom que um tipo qualquer me tenha segurado, porque estive a um nico de enfiar uma solha no focinho de um desses parvalhões. Aliás, prova de que o gajo era um completo imbecil (para além de podre de bêbado) é que no intervalo antes de os Testament começarem a tocar ainda veio ter comigo a dizer "ia meu, agora é que vai ser!". Respondi-lhe que não era muito boa ideia virar-se para o meu lado, e que se queria andar às marradas, podia bem ir marrar com os cornos na parede. O tipo disse que eu tinha mau feitio; nem por isso, sou do mais pacato que existe, mas também não me queiram virar do avesso.
Mas todos os males do mundo fossem estes. Pior
é saber que agora com a paranóia da gripe das aves, e com os gatos que
apareceram infectados, há pessoas estúpidas ao ponto de proibir (?) os
vizinhos de alimentar os gatos de rua. Ou de "obrigar" um pobre reformado
a desfazer-se do bando de patos que tinha, e que era a paixão dele. Havia
de ser comigo. Aí sim ia-se ver o meu mau feitio. Pronto, tenho mesmo mau feitio. Mas pelo menos estava isento de alguns impostos... PS: O concerto de Testament foi bom, a propósito. Pena só terem tocado músicas até ao album "The Ritual" por causa da reunião com os membros originais da banda (ah grandes solos do amigo Alex Skolnick!), especialmente porque o meu álbum favorito é o posterior "Low" (a par e passo com o primeiro, "The Legacy"). Não são nenhuns Gamma Ray, claro, mas também Kai Hansen só há um :) PS2: Eu sei que a semana passada andei na balda. Vou tentar compensar pondo aqui outra tira ainda esta semana :p |
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Inspiração |
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Hoje, como de costume aliás, não me lembrei de nada de jeito para escrever. Só que desta vez, para variar, fui um pouco mais sensato e não escrevi mesmo nada. |
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Gripe das Aves |
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Peste suína Africana. BSE ou a doença das vacas loucas. Nitrofuranos. Gripe das aves. E o macaco Bush ainda não se lembrou de culpar o Bin Laden, ou o Saddam, ou um país qualquer que lhe interessasse invadir. Mas desta vez sou eu que desconfio. Acho que das duas uma, ou isto é uma conspiração das associações de pescas, ou uma acção terrorista dos vegetarianos. E se eu descubro quem é o sacana que está a dar cabo das caçadas aqui ao Wolfchild, dou-lhe cabo do canastro. |
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Electric Crown |
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"As I wander |
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Artes Passadas Parte 1 de várias |
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Começo aqui hoje a postar neste
malfadado blog alguma bonecada que fui fazendo quando era mais novo (e não
agora que sou um cota quase reformado), e que para não vos dar a seca toda
duma vez, não foi incluída na hobbiegrafia BD da página sobre o
autor (que para os mais desatentos, sou eu). Não me façam perguntas sobre
o meu critério de "brevemente" para a hobbiegrafia geral porque se
vos explicasse porque nunca foi actualizada, depois teria que vos matar (e
eu nem faço ideia quem está a ler isto - teria que ser um genocídio global
pela via das dúvidas).
Os Egípcios foi um dos muitos projectos que comecei mas não durou muito. Mas que os bonecos tinham chalaça, lá isso tinham.
Uma das tiras que nunca passou do lápis. A prova de que os homens nunca hão-de entender as mulheres.
O "logotipo oficial" da minha turma de desenho técnico em 96. Havia uma versão colorida, que deu origem a 16 T-Shirts (ainda tenho a minha, passados 10 anos), mas não a encontrei. Ao longo do curso fomos obtendo alcunhas, e as mesmas deram origem a estes cartoons alusivos. Bósnio, Cenoura Assassina, Chefe, Vovó Nicotina, Bart Simpson (que tinha mais piada por ser pintado com o lápis de côr castanho), Zé Piu, Formiga Atómica, Urso Cabeludo, Faustino, Bolinha, Pérola do Atlântico, Almirante Gago Coutinho, Rodinhas, Estrumpfe Vaidoso, Martelo e O Bela Adormecida. Podem tentar descobrir quem é quem, e quem sou eu, no meio deste maralhal, mas não dá direito a prémios.
E com este boneco fiquei em 2º lugar de um concurso qualquer do Blitz (também em 96), que me deu direito a ganhar uns quantos CDs e um vídeo da banda referida. Devia ser fraca a concorrência, porque o desenho não está grande coisa. E por hoje é tudo. Qualquer dia, quando tiver paciência, porque os bonecos cá por casa são muitos e estão por todo o lado, e o scanner é lento, logo faço uma sequela da fantástica rúbrica "Artes Passadas". Ou talvez vocês tenham sorte e, hum, não me apeteça. |
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Este cada vez mais louco mundo! |
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Andei a pensar se deveria ou não falar sobre
este tópico, se deveria ou não pôr aqui uma das famosas caricaturas. Ainda
me cai uma bomba cá em casa. Mas que se lixe. Liberdade de expressão é
isso mesmo, é um direito que me é assistido aqui no meu pequeno país e
qual gosto de fazer uso. Eu consigo entender que os muçulmanos sejam um povo revoltado. Primeiro porque ainda vivem na idade média. Depois porque são explorados, e mesmo, achincalhados, por todos os lados, desde os povos ocidentais que os exploram, arte na qual os americanos são exímios (e não símios, isso é somente o presidente deles), até aos gurus espirituais que os "guiam" por vidas miseráveis a partir dos seus luxuosos palácios. Nós provocamo-los constantemente com esta nossa sociedade de consumo que eles tanto gostam de criticar porque no fundo invejam. Amaldiçoamo-los com esta nossa vida de liberdades que os revolta porque há séculos que são escravos da sua religião, ao passo que nós até com a nossa brincamos e por irónico que pareça, os países mais prósperos do mundo são cristãos, aliás, o cristianismo é a religião que abarca a maioria da população do planeta - 33%, dizem os entendidos, vs. 21% de islâmicos. Eu podia agora vir para aqui dizer que as diferenças culturais e sociais entre o "nosso" mundo e o mundo islâmico se devem ao facto de há séculos termos evoluído para estados laicos. Que nós éramos povos mais primitivos que os árabes enquanto o poder político ainda estava associado à igreja, e que evoluímos para o que somos hoje quando dissociámos o poder. Podia concluir portanto que a religião é um entrave para a evolução, e portanto, um vírus para a humanidade (e com este comentário atingir islâmicos, cristãos, hindus, budistas e por aí a fora, todos por igual). Podia mas não vou. Primeiro porque ainda alguém se lembra de comparar tais comentários a qualquer coisa como "a religião é o ópio do povo", chamar-me comunista e depois eu iria ficar ofendido e aborrecido (mas não ia pôr bombas à porta de ninguém por causa disso). E depois também não vou dizer, porque no fundo já disse e não gosto muito de me repetir. Portanto não vou para aqui dizer que está mais que na altura de os muçulmanos separarem a religião do poder para poderem evoluir e serem muito mais felizes (e deixarem-nos a nós ser mais felizes também). Porque não tenho nada a ver com isso. Se eles gostam da escravatura religiosa que vivem, é lá problema deles e não meu, por isso não tenho nada que ficar para aqui a mandar bitaites. Da mesma maneira que eles não têm nada que mandar bitaites, sobre aquilo QUE PUBLICAMOS OU DEIXAMOS DE PUBLICAR NOS NOSSOS PAÍSES ONDE ESTÁ GARANTIDA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Que eu saiba, os dinamarqueses não foram publicar caricaturas lá para as arábias. E se eles lá para as arábias publicarem um Cristo a cagar dinheiro, por exemplo, também estou convencido que os dinamarqueses não lhe vão pôr bombas nas embaixadas. Não andaram gajos cultos e morais como o Larry Flynt (estou quase a falar a sério) a defender a nossa liberdade de expressão para depois vir malta de outros países opinar sobre o que podemos ou deixamos de poder publicar. Isto não é chauvinismo, nem excesso de patriotismo, nem qualquer espécie de xenofobia. Mas cá em casa mando eu, e nós nossos países (incluindo o que sai nos jornais), lamento, mandamos NÓS.
E no final de contas, tanto alarido porquê? Quando comecei a ouvir falar desta história, antes de ver a bonecada, estava convencido que para tanto alarido, deviam ter posto o Mohamed em actos homossexuais ou algo assim. Afinal de contas, o tipo está só com uma bomba na cabeça e um pavio curto. Ora lá os extremistas islâmicos não estão sempre a dizer que fazem ataques suicidas porque o Corão, com os ensinamentos deste prestigiado profeta, os indica para o fazerem? Aliás, eles não só ficam ofendidos com um cartoon como este por saberem que traz uma ponta de verdade (nos actos dos fanáticos, não nos ensinamentos reais do profeta - não estou para aqui para julgar a religião de ninguém), como só tornam o cartoon mais real pela maneira bárbara como demonstram o seu desagrado em relação ao mesmo. Para mostrar que tenho fair-play, vou meter aqui também a já citada caricatura do Cristo. Esta fui eu que fiz, agora num instante, para contrabalançar a cena e ser diplomático. Claro que o fair-play é relativo porque eu sou ateu, mas é mesmo por não ter uma religião com a qual parodiar que tenho que brincar com a que me é mais próxima (e meter farpa no Vaticano no processo também me parece bem). Só espero que nenhum cristão extremo, tipo IURD ou Maná ou outro do estilo me venha agora bombardear.
Pode ser que com isto saque um sorriso a
alguns islâmicos, que também andam a precisar de rir. E eu sempre ouvi
dizer, o riso é o melhor remédio. Não as bombas. PS: Hoje chega a tira 69. E se eu não tivesse decidido falar hoje de cartoons religiosos, bem que poderia ter feito algumas piadas habilidosas graças a esse número mágico... |
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The Fragile Art Of Existence |
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Foi este o título com que o guitarrista Chuck
Schuldiner baptizou o seu derradeiro disco antes de lhe ser diagnosticado
o tumor cerebral que dois anos mais tarde, em 2001, lhe iria ceifar a
vida. Como se tivesse subitamente ganho a verdadeira noção do quão frágeis
somos. Do quanto tudo se torna insignificante perante o imenso pêndulo da
vida e da morte que constantemente balança sobre todos nós. Como se
soubesse o que o futuro próximo lhe guardava. O mundo continua a girar, e
ninguém sabe o que o amanhã nos reserva. As minhas sinceras condolências ao meu colega e amigo Cláudio Gil, cuja dor provocada pela perda que sofreu não consigo na verdade dimensionar. A sua esposa Tanya foi colhida pela crueldade deste pêndulo cujas razões estão para além do entendimento humano. Acresce-se o sentimento de revolta contra as leis cruéis deste mundo, pela juventude, pelo tanto que ainda teria a dar e receber desta vida. Pelo filho que não vai poder ver crescer. Às vezes parece que tudo pelo que lutamos na vida não faz qualquer sentido. Um abraço, Cláudio. E força. |
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O cúmulo do comodismo! |
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| Sou um admirador de alguns dos esforços feitos para nos simplificar a vida e tornar mais simples e rápidas as tarefas rotineiras. A via verde, o micro-ondas, o fast-pay das gasolineiras (abstraindo-me do facto de que isto pode estar a tirar postos de trabalho... hum...) Etc, etc, etc. Mas como sempre o ser humano cai em exageros. Eu gosto pouco de lavar roupa e loiça, logo sou um entusiasta óbvio de ter máquinas a fazer esse trabalho por mim. A máquina de lavar loiça exige alguma manutenção... sal, abrilhantador... lembraram-se de juntar tudo numa pastilha única. Boa, admito que dá jeito. Mas agora, inventaram uma pastilha que não se precisa de tirar do saco, porque este se dissolve na água??? O quê??? Mas até que ponto pode chegar a preguiça e o comodismo do ser humano? Ao ponto de não poder tirar a porra duma pastilha de dentro dum saco??? Qualquer dia, inventam um prato com talheres que nos leva o comer à boca também... :P | |
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You cheated Dr. Jones! |
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O Indiana Jones era um granda maluco!
Primeiro, ao contrário do que se quer fazer parecer, o gajo não era
particularmente bom a recuperar artefactos: Nos Salteadores da Arca
Perdida, perde o ídolo do início para o arqui-inimigo Belloq, e volta aos
EUA com meia-dúzia de bugigangas para o museu. No final, leva a Arca da
Aliança para casa, somente para a ver arquivada entre milhares de outros
objectos "classified" do estado Americano. E nos restantes filmes ainda é
pior. No Templo Perdido, lá recupera com muita sorte uma das pedras
Sankara, para depois a devolver ao vilarejo, voltando para casa de mãos a
abanar. E na Grande Cruzada, arranja maneira de deixar cair o Santo Graal
dentro de um abismo, o que sem dúvida foi a causa daquele fim poético do
Código DaVinci, em que o coitado do Robert Langdon imagina que encontra um
cálice filosófico, somente porque o Dr. Jones perdeu o verdadeiro! Tanto
suspense fez o pobre Dan Brown, para depois se chegar àquele final etéreo
e manhoso. Culpa do Indiana, que afinal de contas, tem nome de cão
. Mas nem tudo é mau no amigo Indy. Por exemplo, o gajo não é esquisito de boca, come de tudo. Em 3 filmes, consegue comer uma gaja com personalidade, uma gaja sem personalidade, e até uma inimiga Nazi. Ah leão! Só espero que no anunciado quarto filme, não lhe dê uma fome estranha e o gajo não coma o amigo egípcio, Sallah. George Lucas idealizou Indiana Jones sensivelmente na mesma altura que a Guerra das Estrelas (o gajo é um génio!), e tratou de chamar (e bem) o seu amigo Spielberg para realizar a trilogia. Desde aí, já se fizeram dezenas de filmes a copiar a fórmula mágica de Lucas. "Em busca da Esmeralda Perdida", "Tomb Raider", "A Múmia", "Sahara"... entre muitos outros. Nenhum chega aos calcanhares de Jones. Eventualmente, talvez o suposto quarto capítulo "in the making" também seja uma colaboração Lucas/ Spielberg. E esperemos também, que seja algo melhor que a Grande Cruzada, que foi notoriamente mais fraco que os seus antecessores. Mas enquanto Lucas, Spielberg e o seu Harrison "Indiana" Ford versão cota não saltam para as salas do cinema outra vez, deixo-vos aqui finalmente um herói que ultrapassa as qualidades do personagem que o inspirou... Senhoras e senhores... INDIANA JAZZ! |
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Ficou mesmo tudo do avesso! |
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| Primeiro foi uma tempestade com chuva pesada como não se via há anos, trovoada a sério e tudo. E depois, um pouco por todo o país de Norte a Sul... NEVE!!! Não sei se estas bizarras alterações do clima que se têm visto nos últimos anos são razão para alarme ou somente parte do ciclo da natureza, mas se nos abstrairmos disso (e do facto de boa parte da população do país não estar preparada para lidar com a neve, especialmente ao volante), foi um espectáculo deslumbrante! Eu estava em casa dos meus pais, para um almoço de família, quando começam a cair milhares de flocos de macio e gélido branco. Lembro-me quando era miúdo de ambicionar um nevão perto da minha casa, para poder sair à rua e fazer bonecos de neve, atirar bolas de neve, deslizar num tobogã. A neve que caiu naquela zona, na periferia de Lisboa, não foi suficiente para nada disso, mas no entanto, foi uma imagem tão bonita como bizarra que vou guardar para sempre comigo. | |
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A ascensão e queda do Socialismo |
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Desculpem se ando a marrar muito na política,
mas hoje mandaram-me isto e... LOLOLOLOL!
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Ah granda Cavaco! |
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Os meus mais sinceros parabéns ao "meu"
candidato pela sua vitória de hoje. Já não é sem tempo que ganha o
candidato em que eu voto, acho que nunca aconteceu, lol! (Também tive
alguns votos de manifesto anti-dirigentes que mais tarde acabaram por me
surpreender, como foi o caso de Durão Barroso, e mais recentemente, pelo
menos em alguns aspectos, José Sócrates). Mas adiante, acho que Cavaco merecia ganhar, por tudo o que fez no passado por este país, pela visão que em tantos aspectos partilho (adorei a tirada do discurso de vitória em que disse mais ou menos isto: "a evolução económica necessária unicamente como suporte indispensável à evolução social"), e também pela campanha no seu todo politicamente correcta (o homem que falou de si e das suas ideias, e não dos outros). Até a um comício fui, foi o maior entusiasmo político que tive na vida (se descontarmos os saltos e os hurras que dei quando Guterres se demitiu). Parabéns Cavaco, és o maior, para um PORTUGAL MAIOR!
Relativamente ao discurso de derrota dos
restantes candidatos, salvo Garcia Pereira que não vi, saúdo Manuel Alegre
pela consistência com as suas palavras de campanha, e especialmente por
ter derrotado Soares, força Manel, assim é que é, abaixo os corruptos. O
discurso de Soares por sua vez foi politicamente correcto, em antítese com
toda a campanha que fez. Foi a primeira vez em meses que o ouvi a não
falar mal da candidatura de Cavaco, mas lamento, bochechas, não me
convences e não gosto de ti na mesma. DEFINIÇÕES POLÍTICAS MUNDOLOUCO ou MAIS UMA SECA DESTE GAJO: Primeiro o básico. Ainda há muita gente que não distingue a direita da esquerda, e não é só quando estão a dar indicações de caminhos. Por alguma razão bizarra, muitas pessoas cingem a esquerda ao comunismo e a direita ao fascismo, o que está brutalmente errado. O conceito básico de Direita e Esquerda resume-se, na teoria, ao local dos assentos de uma assembleia em torno do seu presidente, em que a Direita representa os elementos mais conservadores e a Esquerda os mais progressistas. Isto tem a ver com a forma de encarar as decisões políticas a tomar e deve ser adaptado às circunstâncias (o que hoje é progressista pode vir a tornar-se senso comum daqui por uns anos, e logo, a mesma ideia pode passar a ser conservadora). Portanto, nem sempre o Nacional-Socialismo ou o Fascismo (de Hitler e Mussolini respectivamente) podem ser encarados como Direita (foram de certo modo ideais reaccionários quando surgiram, se bem que inspirados em valores antigos do império Romano), nem o Comunismo pode ser sempre considerado Esquerda, especialmente se considerarmos que os ideias de Marx e Lenin são bastante antigos e nunca foram propriamente actualizados (além de que nunca funcionaram na prática mas isso é outra história). Independentemente da orientação conservadora ou progressista (ou na maioria dos países mais evoluídos económica e socialmente, a tendência centrista), existem diversos dogmas políticos dos quais vou sintetizar alguns: COMUNISMO:
O "paizinho" de uma série de outros dogmas, como o Socialismo e o Anarquismo. O princípio básico desta política "anti-natura" é o da total comunhão de bens, desde os bens de consumo aos bens de produção, até à ausência de propriedade privada, ou seja, o meu carro e a minha casa não seriam meus mas sim atribuições dos tubarões do estado (que num conceito de igualdade eram portanto os elementos desiguais, o que aproxima esta política ao Nacional-Socialismo). Na sua versão mais sonhadora e utópica é anti-natura porque está no nosso instinto natural enquanto animais que somos o conceito de posse (quase todos os animais da natureza são de uma forma mais ou menos explícita territoriais), na sua versão mais realista chama-se China ou União Soviética, sociedades de poder Totalitarista e em tudo opostas ao sonho que apregoam. ANARQUISMO: Conceito derivado de certo modo do Comunismo, que não se pode considerar que alguma vez tenha sido praticado, pelo menos em grande escala. Certas tribos antigas eram de certo modo anarcas. Basicamente, pressupõe "a rejeição da autoridade estatal e a sua substituição por uma convivência livre determinada pela vontade e pela razão de cada um". Ou seja, um mundo sem leis para nos reger, que se tivermos em conta os problemas todos de violência e injustiça já existentes com as leis que temos, seria o verdadeiro caos. Alguns sonhadores podem clamar que a origem da violência e do crime são fruto da desigualdade social provocada pelos actuais regimes políticos, mas qualquer curioso de psicologia sabe que a violência, a inveja, o ódio são sentimentos 100% humanos e nunca alteráveis. Poderiam mudar as razões, mas não mudariam as reacções. Na sua melhor essência, acho este conceito, normalmente envergado por putos com posses, que por rebeldia vestem t-shirts do Che Guevara, calças da tropa, botas Doc Martens e usam cabelos desgrenhados à hippie, perfeitamente estúpido (com todo o respeito pelos estúpidos). SOCIALISMO:
Dogma em muito semelhante ao Comunismo mas não tão extremo. Com o passar dos anos foi sendo moderado nos diversos países que o praticam, incluindo o nosso, até chegar ao ponto de já não defender (pelo menos abertamente) as teorias em que se assenta. Foi o que o permitiu evoluir e manter-se um dos grandes dogmas políticos em vigor na Europa, liderado por semi-conservadores, semi-progressistas, que teoricamente se opõem ao Capitalismo mas coabitam pacificamente com ele e de certo modo até o incentivam. No básico, Socialismo é a direcção e o domínio do estado sobre os bens de produção e consumo (ou seja, a abolição da privatização da indústria que o nosso velho amigo Guterres tanto fez), e uma teoria sobre nova atribuição de riquezas e abolição do capital (originando supostamente uma distribuição dos bens mais equilibrada, pelo menos até pormos os olhos em Cuba). FASCISMO: Movimento Italiano, das milícias compostas maioritariamente por jovens, que se organizaram sob a insígnia das antigas fasces (símbolo de poder autoritário do império romano), surgido após a primeira guerra mundial como consequência directa do caos económico e social por ela gerado na Europa. Defende os "valores naturais" da comunidade, ou seja, nação, família, trabalho, etnia, história, ou seja, é um sistema de poder totalitarista baseado na lei do mais forte, que valoriza o narcisismo, o patriotismo exagerado, o anti-semitismo e a intolerância. Em curto resumo, uma cambada de filhos da puta que se julgam mais que os outros. Infelizmente variantes deste dogma ainda são praticados em alguns países menos desenvolvidos do mundo, nomeadamente na América do Sul. NACIONAL-SOCIALISMO:
Adaptação de Hitler dos conceitos fascistas de Mussolini, versão "nós Alemães somos os maiores". Completamente totalitarista, racista e intolerante, o conceito Nazi baseava-se no domínio absoluto da minoria "mais apta" (conceitos como nobreza de sangue, arianismo, etc. pontos chave desta quase religião) sobre a maioria trabalhadora. O plano final era a conquista mundial, sobre o domínio da raça germânica que um tremendo filho da puta chamado Nietzsche apregoou e Hitler seguiu (Nietzsche esse que ainda me obrigaram a estudar na escola como se de um brilhante filósofo se tratasse). As principais vítimas deste regime foram os Judeus, mas pelas suas ideologias, todos nós os iríamos seguir. Opunham-se firmemente contra o Capitalismo, e também o Comunismo ou mesmo a democracia em geral. Actualmente está proibido constitucionalmente em Portugal qualquer associação política de cariz Fascista, Nacional-Socialista, ou de um modo geral, Totalitarista/ Ditatorial. SOCIAL-DEMOCRACIA: Socialismo reformista praticado sobretudo nos países escandinavos, onde se aplica largamente o conceito de cooperativismo, ou seja, o apoio a associações cooperativas (privadas) no sentido da evolução do desenvolvimento social e económico. Dos partidos com representação em escala significativa, o Partido Social Democrata é o que mais se aproxima dos conceitos básicos do Capitalismo, para tudo o que de bom e de mau este traz. Distingue-se do Socialismo puro, do Comunismo e dos restantes dogmas aqui citados por não ser tão fundamentado em critérios lineares, por ser mais dinâmico, versátil e adaptável (dado estar fundado em conceitos pouco lineares). A sua raiz Socialista misturada com a sua receptividade ao Capitalismo, sistema implantado há séculos, e de certo modo defendido pelos conservadores, fazem da Social Democracia um partido que se pode considerar um pouco de Esquerda e um pouco de Direita (não foi assim tão obtuso quando alguém afirmou que o PSD de Cavaco Silva era Centro-Esquerda...), se bem que em Portugal (e na Europa de um modo geral) estão mais ligados a tendências conservadoras do Capitalismo e logo associados mais frequentemente ao Centro-Direita. CAPITALISMO:
Regime económico, ligado a, mas não sinónimo de, dogma político, que defende o predomínio do capital como elemento de produção e riqueza, ou seja, a lei do senhor dinheiro em que todos vivemos, até a China supostamente Comunista e a Cuba supostamente Socialista-pura. Defende a existência da propriedade privada (como em: "este carro e esta casa que me estafei a trabalhar para comprar são MEUS!") e estende essa defesa de propriedade privada aos meios de produção, ou seja, faz do estado um organismo gestor e não produtivo, deixando essa tarefa para os privados. O seu porta-estandarte actual são os Estados Unidos da América, mas de uma forma ou de outra TODOS os países do mundo praticam o Capitalismo, o que faz, por muito irónico que pareça, com que os EUA sejam os menos hipócritas de todos nesse campo, por se assumirem abertamente capitalistas. É um sistema com algumas virtudes e muitos defeitos, de destacar o favorecimento do enriquecimento de alguns em função do empobrecimento de outros, mas ao afastar o controlo total do poder pelo estado, impede as situações Soviéticas e afins de enriquecimento geral dos membros do estado versus o empobrecimento geral da população, sendo por isso mais equilibrado que o Comunismo. Apesar de todas as suas lacunas, é o sistema adoptado mais ou menos abertamente em todo o mundo pelo simples facto de ser o mais funcional que inventaram até agora (e incrivelmente, o mais justo, ou pelo menos, o menos injusto, socialmente - assenta-se na teoria que todos podemos enriquecer - é utópico, mas não surreal). Na verdade o Capitalismo depende da pobreza de alguns para sustentar a riqueza dos outros, mas infelizmente, até ser inventado um sistema melhor (estou convicto de que ainda não foi inventado), é o que nos serve menos mal de todos os já inventados, desde o chefe tribal pré-histórico, ao feudalismo (pseudo-Comunismo medieval) ou ao Nazismo do século passado. Desculpem lá por outra seca política... e até amanhã! |
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Quem anda louco sou eu! |
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Pareço um doido nestes últimos dias. De há uns
meses para cá que o MundoLouco anda no fio da navalha, isto é, ando a
desenhar a tira no próprio dia, coisa que disse a mim mesmo quando estreei
este meu cantinho na net que não deveria fazer. Não é falta de inspiração,
porque tenho dezenas de esboços de tiras para passar a limpo. É falta de
motivação mesmo. No entanto, aqui há coisa de uns dias, fui assim como que
"iluminado" por um divino e louco empenho e agora já tenho outra vez umas
tiras de avanço. E mais uma daquelas sagas em vários episódios, temática
(sem ter nada a ver, mas para exemplo, tipo a dos Cromos Maus), se
aproxima. Daqui a duas semanas está a começar. Não, não vou dizer sobre o
que é. Mas que ando doido doido doido para desenhar ando. É de aproveitar.
Aliás, hoje com tanta pica de desenhar quase me esquecia de actualizar o
site. E agora que já está actualizado e de tira nova, lá vou eu outra vez
para o meu bloco de papel cavalinho... PS: Consegui arranjar mais um par das famosas canetas Pigma. E depois descobri que tinha mais algumas por estrear cá em casa... :p |
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O prometido é devido |
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Disse que ia "blogar" sobre as presidenciais e
hoje é o dia. Começo por me apresentar para os desatentos: Fernando
"Wolfchild" Pereira, 29 anos, desenhador técnico, classe média pura,
centrista ferrenho na política de modo a ser coerente com as minhas
restantes opções de vida, uma vez que salvo raras excepções acredito que
as melhores soluções não estão nos extremos mas sim nos meios termos,
ligeira tendência à direita moderada do PSD nos últimos anos por acreditar
que o nosso país precisa de uma evolução económica antes de conseguirmos
ter meios de evoluir outros campos essenciais (se fosse americano seria da
esquerda moderada), e Cavaquista convicto. Portanto, sim, estou desde já a
revelar o meu voto "secreto". E vou explicar porque raio penso eu assim.
Para o fazer, vou expor a minha opinião sobre os candidatos, e vão
perceber que mesmo que não fosse um adepto assumido de Cavaco Silva
acabava por votar nele nem que fosse por exclusão de partes. Vou somente
falar dos 5 principais candidatos, porque as restantes candidaturas não
têm sequer perfil para ser levadas a sério. Estou a votar numa figura
icónica para o meu país, não posso dar o meu voto a indivíduos que pouco
ou nada conheço. Ora então, aqui vai: Bloco de Esquerda e o seu intelectualóide Francisco Louçã:
O Louçã até me tem surpreendido pela positiva nos últimos dias. Honestamente. Vi uma entrevista feita ao homem em vários locais, desde a sua casa, à sede do BE e à universidade onde lecciona, e fiquei abismado por ver pela primeira vez que o gajo até tem uma faceta humana. Debaixo daquela capa de arrogância, senhoras e senhores, vive afinal um ser humano como nós. Conseguiu comparar-se de forma imparcial a Cavaco Silva (especialmente visto serem ambos economistas conceituados), com o devido respeito ao seu adversário e sem o seu típico nariz empinado. Tenho pena que o Chico não tenha uma atitude assim mais moderada enquanto activista da oposição. Sinceramente, acredito que ganhava mais com isso. No entanto, contínuo a ver o BE como um partido que vive de migalhas, que não consegue ver a floresta por causa das árvores, que se baseia em ideologias que são demasiado teóricas para poderem funcionar na prática, e também não me consigo esquecer que foi um partido que só começou a ganhar notoriedade pelo seu apoio a drogados, e sendo politicamente correcto, homossexuais. Coisas que estão longe de dever ser motivo de campanha num país com os problemas de Portugal. Migalhas. E portanto, apesar de o gajo ter conseguido subir 2 ou 3 furos na minha consideração por estar a conseguir gerir uma campanha moderadamente correcta, temos um choque ideológico muito grande para eu achar que este homem deve ser o representante-mor do meu país. CDU, PCP, Comunistas afins e Jerónimo "Che" de Sousa:
Não sou fã do Che e não sou fã do Jerónimo (não desgosto do índio). O
ex-metalúrgico (e não metaleiro) é um daqueles típicos comunistas extremos
(presumindo que haja outros) que morde a mão que o alimenta. Depois do 25
de Abril ficou proibida em Potugal a associação política de ideologias
fascistas. Por vezes sinto-me tentado a pensar que por uma questão de
igualdade, o comunismo também deveria ter sido banido. Afinal de contas,
ambos são extremos, ambos centralizam um poder totalitarista no Estado, e
se observarmos os exemplos de ascensão de fascismo e comunismo no mundo
chegamos à conclusão que ambos são muito parecidos na prática. Vejam a
China, Cuba, ou a antiga URRS. Penso que a única diferença é que o
comunismo, por não permitir propriedade privada, faz com que apenas os
membros do governo e não também ricalhaços privados tenham o poder,
tornando somente mais extrema a máxima dos ricos mais ricos e dos pobres
mais pobres. O comunismo é na teoria uma utopia para sonhadores e na
prática um inferno soviético. No entanto, acabo por concordar que é um mal
necessário, uma minoria que infelizmente faz falta. Os comunistas mordem a
mão que os alimenta porque o capitalismo gera um mundo laboral de
sanguessugas que exploram a classe trabalhadora, e alguém tem que ser a
voz dos infelizes explorados até que um sistema melhor venha suceder a
nossa política de consumo. Claro está, muitos dos que mordem a mão até não
estão assim tão mal alimentados, muitas vezes é apenas a inveja de não
estarem eles no lugar do patrão (conheço casos), mas mesmo assim ainda há
infelizmente muitos exemplos que precisam de uma voz activa no parlamento.
E é por isto e por isto só que defendo a existência de um partido
Comunista enquanto minoria, enquanto um mal menor, enquanto o BE não
souber orientar devidamente o seu potencial. Mas sempre como minoria, e
portanto nunca como a imagem representativa do meu país. Não quero que
vejam Portugal como um país que tem um presidente Comunista. Renegados Socialistas ou a revolta de Manuel Alegre:
O Manelito até é um gajo porreiro. A sério. Nunca li poesia nenhuma dele,
mas consta que o tipo até tem jeito para as palavras. É um gajo que foi
preso pela PIDE por se revoltar contra a guerra no Ultramar, e a
exploração dos povos africanos, coisa que por si só faz dele uma figura
heróica. Fez frente ao partido e ao Soares, coisa que é de um gajo com
tomates e à qual tiraria o chapéu se usasse. Candidatou-se para líder do
PS apesar de não fazer ideia de como iria governar o país caso ganhasse (a
eleição difícil foi a do partido, as legislativas contra Santana Lopes
estariam ganhas nem que o PS apresentasse como candidato o Pato Donald), o
que já não é assim tão digno de elogios mas não deixa de ter uma vertente
nobre, heróica, poética, quase Shakesperiana. Mas é somente isto que
Manuel Alegre é: um poeta quase tirado de um dos seus livros. Portugal
precisa de uma figura de força, de uma imagem de rigidez para os tempos
áridos que atravessamos, não de outro tipo feliz e cool à laia do
Guterres. Precisa de alguém que mais do que dar a cara, opnie, esteja
presente, aconselhe o governo, e se preciso for (espero que não), os meta
na linha. Eu ainda não percebi bem o que pretende Manuel Alegre fazer
enquanto presidente caso ganhe as eleições, e infelizmente acho que ele
também não. Que era bom para as vendas dos livros dele lá isso era. Talvez
noutra altura Manelito. Não em época de crise económica. Até tens feito
uma campanha politicamente correcta e digna do reaccionário Socialista que
és. Se não houvesse um Cavaco Silva eu votava em ti. És o único outro
candidato que me podia fazer pôr uma cruz no boletim de voto. Mas
infelizmente há uma temível crise económica que precisa de um presidente
activo. E também não acho que seja uma boa escolha ter um governo e um
Presidente da mesma cor política. Há que balançar as forças. E para teu
infortúnio, estás mesmo a candidatar-te contra o homem que tirou o país da
idade média pós-Salazarista. Desculpa lá, pá. Partido Socialista ou a decrepidez de Mário Soares:
Soares é fixe, apregoavam os Socialistas em 86. Lutou contra a ditadura. Fez frente a Salazar. Teve que se pirar para França e África, e no processo, arrefinfar uns diamantes. Só para fazer frente ao sistema, claro está (desta é que o bochechas me processa). Fundou o PS em 73 e voltou para Portugal em 74 como um verdadeiro herói pós-revolucionário. Teve uns tempos em vários governos, nos finais dos anos 70 e início dos 80's, que o antigo PR Ramalho Eanes teve que dissolver todos. Não me lembro porquê, mas deve ser pela qualidade em excesso. Candidatou-se a presidente, e ironia das ironias, ganhou. Começou logo um longo romance com o Cavaco. Ao fim de 2 anos, cede a uma moção de censura da oposição e convoca eleições antecipadas. Foi um fixe. Andava o Cavaco à rasca com a sua minoria de menos de 30% dos votos, quando lhe promoveu nova eleição para conseguir a primeira maioria absoluta de um só partido na democracia portuguesa. Ainda continuou às turras com Cavaco, mas o gajo curtia mesmo era passear. Alegadamente, em 10 anos, percorreu 992.809 Kms, qualquer coisa como 22 vezes a volta ao mundo. O Cavaco que ele tanto critica ainda teve que abrir os cordões à bolsa e mexer no orçamento de estado para lhe dar fundos adicionais para as passeatas, não fosse o gajo fazer birra e desatar a vetar tudo o que era decreto-lei que o homem queria publicar. E ainda tinha tempo para aparecer na televisão a nadar com as tartarugas, como que a gozar connosco pobres coitados que não dispomos da guita dos contribuintes (que por acaso somos nós) para estas farras. No fim disto tudo o gajo falou com tantos povos que toda a gente acreditava que estava pronto para o asilo, mas eis quando Sócrates e o seu PS decidem desembrulhá-lo das ligaduras, desemembalsamá-lo e pô-lo de novo à carga. Tudo em suporte do aumento da idade da reforma. Há que dar o exemplo. O novo Soares cibernético tem alguns bugs, é verdade, por vezes crasha, mas isso não o impede de querer passear mais um bocadinho. O gajo já diz à SIC Notícias que o Ribeiro e Castro não é o líder do PP mas sim o líder do CDS, uma vez que ele é um deputado do partido Socialista, dos quais um dos grandes grupos é o partido Socialista Europeu. Confusos? Confesso que eu também. Não liguem, o homem está senil. Agora pensem, quem um gajo senil para presidente? Respeito aos idosos e tal, mas pelo amor da santinha, tende juízo! E não deixa de ser curioso, até agora não ouvir Soares dizer nada do que supostamente vai fazer (talvez por ter a consciência que não chega lá) mas o gajo não pára de falar mal a torto e a direito de Cavaco Silva. Mais uma vez ele dá umas ajudazinhas inadvertidamente, fazendo relembrar episódios históricos: Cavaco não tem uma carreira política. Certo, mas tendo em conta o quanto o povo português está farto da merda feita por políticos de carreira, o facto de Cavaco ter voltado à sua profissão normal durante a sua travessia no deserto acaba por ser visto como uma coisa boa pelo eleitorado, penso eu. Quando não há nada de bom para dizer de si próprio, o remédio é falar mal dos outros. Mesmo que nem nisso se consiga ser bom. O independente do PSD, Cavaco Silva
Eu deixo o melhor para o fim, e desta vez
não estou a ser irónico. Cavaco Silva, e pelo que consta dos relatos
porque honestamente não me lembro, Francisco Sá Carneiro, foram
provavelmente os políticos mais sérios, honestos e empenhados que já
passaram por posições de poder em Portugal. Eu já sou Cavaquista aos anos,
mesmo quando o povo em massa se voltou contra ele por tomar medidas de
contenção que afinal, surpresa das surpresas, o país precisava. Pois é,
maldito seja por não tomar medidas populistas e demagogas só para agradar,
até o próprio partido se voltou contra ele. Paulo Portas só não o queimou
mais n'O independente (nome irónico, não acham?) porque não pôde. E
agora, ao fim destes anos todos, parece que muita gente já clama: "Volta
Cavaco, estás perdoado". Ou devíamos estar perdoados nós, por preferirmos
políticos de mãos largas para festas curtas seguidas de miséria ao bom
estilo Guterres. Um tanto ou quanto arrogante? Sim, mas isso também Louça,
e esse sem provas dadas. Admito que a frase "nunca me engano e raramente
tenho dúvidas" foi infeliz, mas vamos ser realistas, é isso o pior que
conseguem apontar ao homem? Isso de facto prejudicou-nos de algum modo?
Outra clássica: "Deixem-me trabalhar!" - Ora com um governo do contra, um
presidente do contra, o homem que impediu que nos tornássemos um país do
terceiro mundo pede que o deixem trabalhar, coisa que os políticos não são
famosos por fazer, E É CRITICADO POR ISSO? Sinceramente não percebo. Li há
pouco tempo uma reportagem, creio que da revista Visão, sobre o candidato.
Não tendenciosa, factual, jornalismo sério. Também lhe apontava as falhas,
claro, o homem não é infalível (afinal engana-se...), mas não deixa de ser
curioso, penso que para qualquer leitor se chega ao fim com um balanço
bastante positivo. É que não foi só o desenvolvimento económico, o boom
no poder de compra da classe média portuguesa e as auto-estradas feitas
com fundos da união europeia que o homem fez. Teve medidas de um
socialista digno do título. Reforma garantida para idosos sem descontos à
segurança social. Assegurou o subsídio de férias. Acho que os créditos
bonificados para a habitação também foram obra dele. O projecto da Expo
foi iniciado por ele e teve a derrapagem orçamental nas mãos de Guterres
(e depois venham-me falar em vacas gordas...) Ok, algumas das medidas
foram bem implementadas e mal geridas, como o caso das fraudes nos
créditos bonificados ou nos fundos europeus desviados por empresas que não
passavam do projecto (os projectos, esses eram analisados com rigor pelo
IAPMEI, sei de fonte segura). Talvez tenha acreditado demais na boa fé dos
portugueses, clássicos chicos-espertos. Foi o engano de quem nunca se
engana. |
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Ano novo, vida nova |
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Este ano decidi entrar com o pé esquerdo. Para
variar. Também decidi, para variar, entrar no ano novo com os copos, mas
depois lembrei-me que isso é o que eu faço todos os anos. Então neste
segundo caso optei por mandar lixar a originalidade, afinal de contas
havia uma garrafa de 3 litros de whisky para despejar em 3 dias e o resto
da equipa contava com a minha colaboração. Não os podia deixar ficar mal. Já tinha tentado entrar com o pé direito. Também já tentei entrar a pés juntos, à bruta, como a besta medieval que sou. Mas na verdade nenhuma dessas tentativas originou um ano de mudança. Então, desta vez optei por entrar como toda a gente teme: de pé esquerdo. E eu sou destro! Comecei já com as minhas decisões de ano novo. Por exemplo, tenho que comprar um auricular para o telemóvel com fios, porque estou farto daquela merda do bluetooth (chatice de carregar a bateria, perde a ligação a meio das chamadas...) Também vou comprar um mapa das estradas de Portugal novo, porque a caminho de uma terriola algures no meio do litoral alentejano, onde passei o reveillon, relembrei-me que o meu mapa de estradas é tão velho tão velho que na altura a A2 ainda pouco passava de Setúbal. Também decidi que este ano é que vou mesmo voltar a dedicar-me à música (a minha voz foi tão gabada... ui ui... ainda estou a limpar a baba :P), mas isso é um tópico que vou deixar para outras núpcias. Nesta altura toda a gente diz que tudo vai mudar para melhor e que desta é que é. Eu sou uma mente pragmática - a passagem de ano é uma data convencionada pelo ser humano, e portanto não acredito que vá haver alguma mudança pura e simplesmente porque agora vou passar a escrever "2006" na data. A não ser que dê origem a uma mudança psicológica. Isto porque eu conheço algumas pessoas que, apesar de saber que gostam de si próprias, tendem a agir como se não gostassem. Não agem no sentido dos seus melhores interesses. E pode ser que com esta lenga-lenga do ano entrem mesmo na filosofia do "ano novo vida nova" e isso mude. E caso eu até seja uma dessas pessoas, secalhar o melhor é desligar por um bocado a minha mente racional e fazer isso mesmo... Afinal de contas, como já tem sido tradição há uns bons anitos, pouco depois da meia-noite eu já tinha o Kai Hansen e os seus Gamma Ray a cantar a bons pulmões o clássico hino dos Helloween sobre um futuro risonho... "'Cause we all live in future world..." Feliz 2006 cheio de coisas boas para todos! |
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